Abrir um CNPJ costuma parecer a solução mágica para quem está cansado de pagar imposto como autônomo. Afinal, quem nunca ouviu a frase:
“Com CNPJ você paga menos.”
Mas a realidade é um pouco mais complexa. A depender da atividade, cidade e faturamento, abrir empresa pode reduzir os impostos — ou trazer custos novos que você ainda não considerou.
Neste post, vamos mostrar quais tributos entram no jogo quando um autônomo decide abrir CNPJ, com exemplos práticos.
1. O Simples Nacional: o regime mais comum
A maioria dos profissionais autônomos que abrem empresa acabam no Simples Nacional, um regime que unifica vários tributos num único DAS (Documento de Arrecadação do Simples).
O que pode estar incluído no DAS:
- IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)
- CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
- PIS / COFINS
- ISS (Imposto sobre Serviços)
- CPP (Contribuição Previdenciária Patronal)
📌 Alíquota inicial: normalmente começa em 6% sobre o faturamento
➡️ Mas depende da atividade (CNAE) e do anexo tributário (III ou V)
2. E além do DAS, tem mais?
Sim. Alguns custos extras comuns para quem abre CNPJ como autônomo:
| Item | Explicação |
|---|---|
| ISS fixo ou variável | Alguns municípios cobram ISS mesmo sem faturamento |
| Alvará de localização | Pode ser obrigatório, com taxa anual |
| Taxa de vigilância sanitária ou outros órgãos | Dependendo da área |
| Registro no conselho de classe da empresa | Contadores, dentistas, advogados etc. |
| Honorários contábeis mensais | Mesmo que simplificado, há obrigações acessórias |
3. O que muda de verdade em relação ao CPF?
| Aspecto | Autônomo (CPF) | Empresa (CNPJ – Simples) |
|---|---|---|
| Contribuição ao INSS | 11% ou 20% (pessoa física) | 11% (CPP no DAS) ou pró-labore com 11% |
| Imposto de renda | Tabela progressiva do IRPF | IRPJ embutido no DAS |
| ISS | Variável (cidade) | Integrado ao Simples (ou ISS fixo) |
| Contabilidade | Facultativa | Obrigatória (mesmo que simplificada) |
| Dedução de despesas | Possível no IRPF com livro-caixa | Possível na PJ com contabilidade regular |
4. Mas afinal, vale a pena?
Depende. Se você:
- Tem faturamento acima de R$ 5.000 mensais
- Quer emitir nota fiscal com frequência
- Atende empresas ou órgãos públicos
- Pretende crescer ou contratar equipe
Vale simular. Em muitos casos, o Simples Nacional reduz a carga tributária total, além de melhorar a imagem profissional.
Mas se você fatura pouco, não emite nota, ou quer manter as coisas simples, talvez o CPF ainda seja o melhor caminho.
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Não é só abrir um CNPJ. É sobre planejar bem, entender os impactos e fazer o que for mais vantajoso pra você.
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